domingo, 2 de janeiro de 2011

Let's call it New Year's resolution

I’ve been living my whole life waiting for a rescue. Waiting for somebody to come and save me. And expecting that then it would be the beginning of my life. The real one.

It’s a new year now. And it comes with some new expectations. Well, they are actually not new. They are just the old ones with a different point of view. Maybe the child is gone. That child that was waiting for someone who would save her, and give her the permission to live.
Well, somehow I just realized that this person would never exist. Not outside myself. And maybe this is the biggest time to face my fears and start living. As the adult that I am. Not expecting somebody else anymore.

It’s time to face the truth. It’s time to face life. And I’ll do it. Being rational but listening to my feelings. Listening to my heart. Believing myself. It might be a good start.

Bring it on 2011.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

No psiquiatra

- Olá, boa tarde doutor.

- Boa tarde minha filha. Tudo bem?


- Tudo sim, obrigada.


Silêncio.

Doutor olha para a paciente com aquele olhar de que “creio que se estivesse tudo bem, você não precisaria estar aqui”.

É ele estava certo. Não está tudo bem. Na verdade, está um pouco melhor do que estava há alguns dias, mas ainda não está tudo bem. Aquela sensação de dias atrás poderia voltar a atormentá-la.
Ela olha para o lado, respira fundo e...

- Você não precisa falar se não quiser. Mas não creio que posso ser muito útil, se você não começar de algum jeito.


- Sim, sim. Eu já ia começar a falar. Bom, na verdade não está tudo bem. Essa é a resposta que dou para todo mundo que me faz essa pergunta o dia todo. Acho que a gente condiciona a dizer que está tudo bem, né? Na verdade, perguntar se está tudo bem é uma mera convenção. Bem como a resposta. Ninguém está disposto a saber se está tudo bem mesmo com a pessoa para quem a pergunta foi dirigida. Enfim, nossas vidas são feitas de convenções e condicionamentos, não é mesmo? Mas, mesmo assim acredito que a pergunta do senhor não
tenha sido mero praxe. Ou até sim, pois imagino que o senhor esteja certo de que, se alguém o procura, é porque não está tudo bem. Pois então. Não doutor, não está tudo bem.

Pausa.


Ela pensa: agora deve ser a hora em que ele pergunta “como posso te ajudar”.

- Imagino que não esteja tudo bem, claro. Mas também imagino que não esteja tão ruim assim. De qualquer forma, como posso te ajudar?

Novamente ela pensa: sabia! Que coisa mais previsível. Enfim. Se soubesse exatamente como ele pode me ajudar, certamente eu seria capaz de ajudar a mim mesma. E como dizer de forma clara como ele pode me ajudar ou como eu espero que ele me ajude?

1. Doutor, eu acho que estou precisando de sexo. Sexo de boa qualidade, sabe? O senhor conhece alguém que esteja solteiro, sozinho e seja interessante?

2. Olha doutor, minha vida financeira está um caos. O senhor gostaria de arcar com algumas de minhas contas? Talvez o senhor queira adotar uma filha ou apenas me incluir no seu testamento.


3. O senhor deve estar acostumado com gente doida. Eu não sou doida doutor, mas de vez em quando até parece. Tem remédio para quase doidura?

Melhor não. Nada disso.
Mas talvez seja melhor tentar ser sincera. Em situações como essas, eu consigo ser racional e listar os problemas. Isso se eu não sofresse de certa amnésia que sempre ocorre especificamente em situações como essas. Tenho certeza que vou me lembrar de uma ou outra coisa, ele vai me achar perfeitamente normal e vai ficar por isso mesmo. E, ao dar o primeiro passo para fora do consultório, as informações esquecidas surgirão em minha frente, como brisa. Bom, vamos tentar.

- Eu não sei exatamente como o senhor pode me ajudar. Mas acredito mesmo que esteja precisando de ajuda. Para começar, eu tenho psoríase. Eu sei que o senhor não é dermatologista, mas se tratando de uma doença que, segundo o que dizem, possui causa emocional, creio que o senhor possa me ajudar mais que os dermatologistas todos que eu já visitei. Acredito que esse seja o primeiro item da lista: a psoríase.

- Sim, entendo, e vamos ver como posso fazer para ajudar. Mas acredito que essa não tenha sido a única razão que tenha te trazido até aqui.


- Não doutor, não foi. Na verdade são várias. E a probabilidade de eu me lembrar de metade delas é bem remota. Aliás, já anota aí mais um sintoma: memória curta. Curtíssima, diga-se de passagem. Vaga lembrança. Pode contar segredo, eu não vou me lembrar mesmo. Em uma conversa informal, se o senhor me contar uma história da sua vida, eu possivelmente vou me esquecer de informações básicas da história. E eu não era assim.

Pausa. Talvez essa seja a hora que ele vai me mandar procurar um neurologista.

Silêncio. Ele termina de anotar e olha para a paciente como quem diz: pode continuar.


- Posso continuar?, ela pergunta só para ter certeza.

Ele acena positvamente com a cabeça e abre um meio sorriso.

- Outra coisa é o cansaço. O tempo todo. Cansada pra tudo. Preguiça. Parece até macumba. Nos últimos dias melhorou um pouco. No feriado, até saí de casa um pouco. Mas há alguns dias, não queria levantar da minha cama para nada. E fico sempre assim, pensando em coisas que preciso fazer, e que sempre deixo para depois. Dias mais, outros menos, a falta de vontade de sair da cama para qualquer motivo que seja, toma conta.

Cisma de doença. Crises de ansiedade. Duas semanas atrás, estava eu na emergência do hospital. Dor no braço. Respiração difícil. A cabeça parece que está dentro de algum lugar onde a pressão atmosférica é negativa. Náusea. Coração acelerado. Segundo o plantonista, nada que um Rivotril via oral e mais dois remedinhos na veia não resolvam. Vergonha! E essa não foi a primeira vez. Seis meses atrás foi a mesma coisa. Só a dor no braço que, dessa última
vez, foi novidade.

Na hora que a crise vem, eu penso em tudo. Estou enfartando. Vou ter um derrame. Trombose. Tumor na cabeça. Vou morrer. Isso tudo, fora os secundários: a gastrite, que realmente existe, e o pulmão que não deve estar dos melhores por causa do cigarro. Junta o que é de verdade com o que é fantasia da minha cabeça e bate tudo no liquidificador. Enlouquece qualquer um doutor. Por isso falei pro senhor que pareço doida de vez em quando.

E quando dá crise de choro. Não sinto vontade de por o nariz pra fora do meu quarto. Só chorar, chorar, chorar. Choro por tudo. Qualquer coisa. E de vez em quando até por motivo nenhum. Aí eu ponho um filme, vou ver foto antiga, email antigo e me dar motivos para chorar. Engraçado. Depois que passa a fase do chorar, chorar, chorar eu me sinto a pessoa mais forte do mundo e corro de sentimentalismos/tas.

Comer. Então, esse é outro problema. Recentemente eu tomei Sibutramina por duas semanas. Eu acredito muito que a crise que eu tive algumas semanas atrás pode ter sido por causa dela. E agora, estou querendo que o mundo acabe em massa.


Tá anotando tudo aí, né doutor?

terça-feira, 5 de outubro de 2010

How do I care

Why is it so difficult to be happy?
Why does a smile cost so much?
Who cares about how much it costs?
I do!
I'm always regretting on things
Wishing things could be different
Wishing I've had made different choices
Always questioning my choices
And wanting to be somebody else
A different person
A different life
Always making the wrong choices
No pleasure
No joy
Other people seem to be so much happier
And also seem to enjoy their lives no matter it's like
Even if sometimes it's kind of hard
Who cares?
I do!
I claim for a different life
A different way of living
Which is not just spending my (free) days in bed
Wishing things to change
Wishing that some miracle happens
Wishing somebody to find myself
It's such a passive way of living
Putting my life into somebody else's hands
Waiting for rescue
Claiming for salvation
From my bed
I don't even scream so that somebody can hear
But inside I beg for rescue
I beg for something different in my life
For an honest and true smile
From inside to the world
To this world
That I have no idea of what I'm doing on it
I wish I had a different life
I wish I were somebody else
No matter who
Just truly happy!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Do tempo

Antes que eu me perca no tempo, ou que o tempo se perca em mim.

Antes que eu não tenha mais tempo.

Faço de hoje o tempo de agora.

Para viver o tempo que resta, sem lamúrias ou arrependimentos.

E sem culpar o inculpável tempo.


Apenas uma consideração sobre a única coisa que não podemos resgatar.

sexta-feira, 26 de março de 2010

"Se chorei ou se sorri...

...O importante é que emoções eu vivi.”

Nada mais clichê e verdadeiro que começar o post com essa frase. Aliás, antes de mais nada, agradeço à Paula, pois foi a partir de um comentário dela que o título (clichê ou não) surgiu.

Enfim, vamos ao que interessa.

Um ano e dois meses depois, estou voltando. Impossível descrever todas as “emoções” que me acompanharam nesse tempo.

Houve momentos em que eu parecia uma criança, maravilhada com a incrível sensação de conhecer lugares e coisas novas. Lágrimas de felicidades e sorrisos largos me acompanharam nesses momentos.

Houve outras ocasiões em que as lágrimas eram de saudades. De ter perdido o casamento da Lê e do Ale e o nascimento do Matheus, por exemplo. Da família reunida na Sexta-feira da Paixão e no Natal, dos amigos reunidos num boteco, da roda de samba no domingo à tarde ensolarado, do sol.

Um ano e dois meses depois, estou voltando. Agora algumas lágrimas vão fazer parte do processo de despedida. Só eu sei a saudade que vou sentir do que vou deixar aqui. Dos amigos que fiz, de conhecer novos lugares e novas pessoas, de aprender outro idioma, enfim, daqui de Dublin, daqui da Europa.

Aqui, relatei um pouco das minhas experiências durante esse período, das viagens que fiz, dos shows que assisti. Aqui, recomeço minhas andanças, agora de volta ao Brasil, pronta para novas experiências e desafios e continuar escrevendo minha história.

Até breve Brasil! E Europa, eu já aprendi o caminho!

Obs.: aproveito para agradecer o querido Luciano Jardim - brasileiro que conheci em Dublin, pelas fotos que fez pra mim. A nova foto do perfil foi ele quem fez. Valeu Lu.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Constatações

Depois de algum tempo procurando por algo que ela não sabia exatamente o que era alguns pensamentos vieram à tona. Tentaram avisar, antes de ela partir, mas em sua teimosia resolveu ir conferir. Não houve arrependimento, apenas constatações. De certo, algumas constatações fazem mais sentido quando tiradas por si mesma. Pelo menos era o que a confortava.

Depois de um ano longe de seu país e das pessoas que faziam parte de sua vida, falando outro idioma, conhecendo novos lugares, aquele vazio insistia em se fazer presente. Com certeza aprendera muita coisa naquele ano em terras estrangeiras, mas ainda havia muitas perguntas sem nenhuma resposta.

A idéia de sair pra buscar um novo sentido pra si mesma, naquele momento não fazia sentido algum. Ela percebeu que não importa onde você está, você carrega consigo uma bagagem da qual não tem como se desfazer: você mesma. A sensação de ter fugido por ter sido incapaz de encarar certas coisas, inclusive ela mesma, era constante. Mas essas coisas simplesmente mudaram de país, junto com ela.

Depois de tanto tempo, a saudade começava a falar mais alto. Mas ao mesmo tempo a sensação de não ter atingido seu objetivo – que honestamente ela ainda não sabe qual é – era o contrapeso para tudo.

Ela tentou por algum tempo se desconectar do mundo que deixou pra trás, mas depois de algum tempo concluiu que as pessoas que fizeram parte de sua vida continuavam existindo (e claro, vivendo suas próprias vidas), e continuavam fazendo parte de sua vida, mesmo sendo no plano das recordações.

A vontade de fugir novamente fazia parte de seus planos. Procurar outro lugar onde poderia encontrar algo que fizesse sentido em sua vida. Por um lado, ela sabia o que estava errado, e era com ela. Então, novamente, um novo lugar não ajudaria muito. Ela parecia estar esperando por um milagre. Talvez isso tenha a ver com a quantidade de filmes que ela assistia. Era como se ela fosse pra outro lugar, ela eventualmente poderia encontrar alguém, por acaso, na rua ou em um café, que pudesse mostrar um sentido pra ela.

A questão agora era ela. Ela constatou que nunca se empenhou de fato em coisa alguma. A falta de foco pode fazer isso com as pessoas. Hoje querer ser atriz. Amanhã, ser bailarina. No outro dia, apresentadora de TV, e o que restou foi ser publicitária. De fato, ela nunca se empenhou pra nenhuma dessas funções com muito afinco. Sempre dava preguiça. E enquanto estava se empenhando em uma delas, estava sofrendo por não estar se empenhando na outra. E o que restou de tudo, foram as lembranças do pouco de tudo que já fez. Meio pelas metades. Nada por inteiro.

E era isso o que ela procurava. O inteiro das coisas. O inteiro de si mesma. Eram muitos fragmentos que de alguma forma, não se encaixavam. E ela resolveu criar mais um. Ir pra Europa, fazer o que mesmo? Ah sim, tentar encontrar o inteiro de si mesma. Mas, até o momento ela só encontrou novos fragmentos em terras estrangeiras.

Existiam algumas coisas que ela percebeu que precisava mudar em si mesma, mas mudar de país é mais fácil. A principal delas era aprender a relaxar. Tentar levar a vida de forma menos pesada. Respirar e tentar fazer o seu melhor e aceitar quando perceber que não se tem resposta ou solução pra tudo. Se essa era a primeira coisa, a lista já começou um pouco complicada. Ela tem se perguntado constantemente por que ela não se dá a oportunidade de, com o perdão da expressão, ligar o foda-se. E o que era pior, quando ela resolvia fazer isso, fazia do jeito ou na hora errada. Mas melhor deixar essa lista pra outra ocasião.

Bom, essa não é uma sentença final de fracasso. Mas ela ainda não sabe que decisão tomar. Talvez ela esteja esperando o acaso juntar os fragmentos, ou os cacos. Honestamente, as vezes parece que ela espera do acaso um bom motivo pra começar a viver. Tomara que ela não acredite que terá outra vida.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Barcelona

21 a 24 de Novembro. 4 dias em Barcelona. Começo esse post relatando a dificuldade em descrever essa cidade. Uma das principais características da Europa é o novo e o velho que se misturam o tempo todo. E claro em Barcelona não podia ser diferente. Dos aspectos Românicos à Barcelona atual. Da arquitetura Gótica a Gaudí. Dos inúmeros museus aos artistas de rua. Barcelona te surpreende a cada passo e, definitivamente, quatro dias foi muito pouco pra assimilar tanta informação.

Dos inúmeros museus, consegui visitar apenas cinco: Museu de Arte Contemporânea, Museu Picasso, uma exibição do Dali (infelizmente não tive tempo de ir a Figueiras, onde está situado a Casa-Museu Dali), Museu Gaudí (na Sagrada Família), Museu Nacional de Arte Catalunha.

Além dos museus, também visitei a Catedral, Parque Güell, La Pedrera, Igreja de Santa Maria do Mar, Castelo de Montjuic e passei muito tempo perdida entre as ruelas da cidade.

O primeiro museu que visitei foi o Museu de Arte Contemporânea. Era um domingo, e o museu estava bem cheio. Acontecia uma mostra em todo o museu com crianças e jovens que fazem parte de projetos culturais na cidade. Apesar de bem cheio e uma quantidade absurda de pessoas e barulho, valeu a pena.

No caminho entre o Museu de Arte Contemporânea e a Catedral, obviamente eu me perdi entre as pequenas ruas do Bairro Gótico. E devo assumir que eu e mapas não nos entendemos muito bem. Basicamente, eu sigo o caminho contrário do indicado no mapa. Mas essa foi uma boa perdida. Acabei me deparando com uma exibição do Dali, que reunia algumas telas e esculturas do artista.

Depois do Dali, resolvi ir direto ao Museu do Picasso. O museu reúne obras do pintor principalmente do início de sua carreira. As principais obras não estão lá, se encontram em outros museus pelo mundo. Mas o mais interessante foi ver a trajetória do pintor, passando pela diferença de estilos até o que mais conhecemos de suas obras. Infelizmente não podia fotografar.

Segunda-feira foi dia da Sagrada Família, principal obra de Gaudí que está em construção há mais de 100 anos. O templo é construído através de doações. A previsão para término da construção do templo é entre 2020 e 2040. Embora inacabada, a Sagrada Família recebe quase 3 milhões de visitantes por ano.

O Parque Güell origina-se de 1900, quando o Conde Eusebi Güell comprou uma área de pouco mais de 17 hectares e contratou o arquiteto Gaudí para criarem um projeto residencial para afortunados de Barcelona. Como o local era um tanto quanto afastado da cidade, o projeto não obteve muito sucesso. Em 1918 o Parque foi vendido ao Município de Barcelona para que fosse transformado em público. Em 1969 foi nomeado Monumento Histórico Artístico e mais tarde, em 1984, nomeado pela UNESCO Patrimônio da Humanidade. O Parque é muito grande e eu cheguei lá já no final da tarde, então não deu para ver muito. Mas valeu uma caminhada e um café ouvindo ao som de um violonista tocando música espanhola.

Terça-feira, e último dia, foi bastante corrido. Foi dia de visitar La Pedrera, outra famosa obra de Gaudí, na Basílica Santa Maria Del Mar, Museu Nacional de Arte Catalunha, teleférico e Castelo de Montjuic.

La Pedrera, ou Casa Milà, foi construída entre 1905 e 1910. Residência do industrial Roger Segimon de Milà, projetado por Gaudí que, na época não foi muito apreciado pelos habitantes, visto que fugia dos padrões arquitetônicos da época. A fachada deu origem ao apelido do prédio (La Pedrera). De forma ondulada, transmite a sensação de ter sido cavada na rocha. O telhado é sem dúvida, o lugar mais interessante do prédio. Escadas, torres de ventilação e chaminés criam um aspecto meio lunar.

A Basílica de Santa Maria Del Mar é considerada um dos mais belos templos da Idade Média. Construída entre 1329 e 1383, a Igreja representa o ápice do estilo Gótico catalão.

Edifício Central para a Exposição Internacional de Barcelona em 1929, o Palácio Nacional foi construído entre 1926 e 1929. Em 1934 dá lugar ao Museu Nacional de Arte Catalunha, que reúne uma vasta coleção de artistas catalães, desde a Idade Média até o início do século XX. Infelizmente como era o último dia, o tempo estava meio curto e não tive tempo o suficiente pra aproveitar como esse Museu merecia. A começar pela sua localização, que proporciona uma vista maravilhosa da cidade, ao rico conteúdo do Museu. Pretendo voltar em breve.

Do museu para o Teleférico. Completamente por engano. Eu queria pegar o teleférico que cruza o mar e termina na Barceloneta, mas acabei pegando esse que te leva até o Castelo de Montjuic, que definitivamente não estava nos meus planos, mas foi uma agradável surpresa. A vista do Castelo é indescritível, sem contar o fato de entrar em um Castelo de verdade. La foi minha última parada. Almocei um cotovelo de porco e passei alguns minutos caminhando pelo Castelo que me fez sentir como se estivesse na Idade Média.

Depois disso, voltar ao albergue, pegar a mala ir para o Terminal de Ônibus, uma hora e meia no ônibus que vai para Girona, check-in no aeroporto, esperar o vôo e finalmente chegar a Dublin. Apesar da maratona entre aeroporto, vôo, ônibus e tudo mais, considero essa uma das melhores viagens que fiz por aqui, e a número um na lista dos lugares que quero retornar.

Eu tinha selecionado algumas fotos pra colocar aqui, mas acabei ficando sem paciência. Pra facilitar, segue link do Picasa: http://picasaweb.google.com/medrado.lorena/BarcelonaNov2009#

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Hablando Español?

Depois da ultima atualizacao, surgiram mais algumas novidades por aqui. A primeira delas eh que comecei a fazer aulas de Espanhol. A coisa toda surgiu num domingo a noite de bobeira na net. Primeiro, estava futricando no site da Ryanair (uma cia aerea de voos muito baratos aqui) e achei passagem de ida e volta pra Barcelona por 20 euros, sendo 10 euros ida e volta e 10 euros de taxa do cartao de credito pra compra on-line. Lindo! Passarei 4 dias em Barcelona no proximo mes. Depois disso, como tenho me sentido meio que, digamos, emburrecendo por aqui (considerando que passo 80% do meu tempo trabalhando em um bar, que nao exige capacidade intelectual nenhuma), decidi que nao queria chegar em Barcelona sem saber falar que seja o basico em Espanhol. E dai, viva o Google. Pesquisei "spanish classes in Dublin". Achei um monte de escolas pareciam bem interessantes, mas gracas aos meus horarios malucos de trabalho, seria como jogar dinheiro fora. Clicando daqui e dali, encontrei um site de classificados com anuncio de aulas particulares. Muito bom! Mandei um email, obviamente em Ingles, para um dos classificados. O professor me retornou no mesmo dia, dizendo que eh de Barcelona, que dava aulas la e que esta morando em Dublin agora. Como o seguro morreu de velho, marquei com ele para uma conversa em um cafe. A primeira conversa ja foi uma demonstracao da aula dele. Depois das negociacoes (preco, flexibilidade de horarios), agora tenho que reservar duas horas semanais para aulas de Espanhol. Hoje foi minha primeira aula mesmo. Fiquei meio desesperada, com a sensacao de que nunca vou conseguir hablar Español propriamente. Foi um tal de misturar Ingles com Espanhol com Portugues e (pasmem) ate Italiano. O lance de trabalhar num restaurante muito frequentado por turistas eh que vem clientes de tudo que eh parte do mundo. E sempre que tem um italiano, acabo aprendendo uma palavra nova aqui e ali, o que me fez misturar tudo com Espanhol, pela similaridade. Enfim, espero que daqui a um mes, consiga pelo menos falar o basico quando chegar em Barcelona. Depois disso, pretendo fazer o mesmo em Italiano, visto que meu plano eh passar pelo menos uns 15 dias pela Italia, antes de voltar pro Brasil. Mas minha empolgacao pelo Espanhol me motivou a comprar um box com 4 filmes do Almodovar. Assisti ontem Ma Educacao. Excelente, por sinal.



Outra novidade eh mais dica que novidade. Estou lendo um livro chamado Eat, Pray, Love (Comer, Rezar, Amar) de uma autora americana chamada Elizabeth Gilbert. Primeiro tenho que agradecer a minha querida Tica pela indicacao, e depois, repasso a indicacao para voces. Daqueles livros que voce nao quer parar de ler.



Bom, acho que eh isso para o momento. Depois de 3 meses sem nenhuma postagem, consegui me superar com duas na mesma semana. Devo confessar que me irrita a falta de acentuacao, por isso as vezes me irrita um pouco escrever.



Ate a proxima, provavelmente pos Amsterda.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

8 meses

8 meses, 12 dias e dispensam-se as horas. Nao ha muitas novidades por aqui. De repente, a nova vida se torna uma vida comum, exceto pelos planos futuros, que nao sao tao futuros assim.

Voltando um pouco aos ultimos meses, boas e nao tao boas noticias. Estive viajando para Liverpool e Londres. Liverpool para a Beatle Week, uma semana em homenagem aos Beatles organizada pelo Cavern Club, lugar onde os Beatles comecaram sua carreira. 3 dias de muita musica e historias da banda. Sem palavras pra descrever. Fui assistir a um Tributo a John Lennon, consegui comprar os dois ultimos ingressos. Foi na Filarmonica de Liverpool. O cantor narrava em primeira pessoa a trajetoria da vida de Lennon. Emocionante!


Isso sem contar a banda. Ja no Cavern Club, onde estive por duas noites, uma banda diferente a cada uma hora nos dois palcos do pub. Apesar de muito abafado e meio claustrofobico, valeu a pena cada segundo. Devo ressaltar que uma das melhores bandas que assisti era, orgulhosamente, brasileira, de Porto Alegre. Excelente!

E para dar uma pausa aos Beatles, na ultima noite fui assistir a um tributo ao Queen. O lugar me lembrou o Coliseu de Uberlandia. Um galpao e um palco. Mas a banda, da vizinha Argentina, merece o titulo de uma das melhores bandas cover do Queen, a comecar pela semelhanca fisica do cantor.



De Liverpool a Londres, primeiro perdi a passagem de onibus que tinha comprado. O taxista me levou ao terminal errado e ninguem no terminal fez muita questao de me ajudar a encontrar o lugar certo. Depois de andar por quase uma hora, cheguei ao terminal de trem onde comprei outra passagem e segui para Londres.

Chegar em Londres foi meio assustador. Gente, muita gente, muita informacao, muita coisa ao mesmo tempo. Da estacao onde o trem parou, peguei o metro para a estacao Victoria, na parte central de Londres. Estava sozinha e meu colega Pedro, originalmente de Portugal mas que mora em Londres ha anos e me ofereceu "sitio para ficar", ou hospedagem, so poderia me encontrar depois das 6 da tarde. Pra me sentir menos perdida, comprei um bilhete para aqueles onibus de turismo e la fui fazer um tour pela cidade. Ouvir as badaladas do Big Ben foi emocionante. Pena que nao fui ao London Eye. Nao dessa vez.

Na primeira noite em Londres, fui assistir ao musical We will Rock you. Novamente sem palavras para descrever a performace dos atores e da banda. A historia em si eh meio "boba", do tipo vamos salvar o Rock and Roll, mas os vocais e a banda sao de tirar o folego.

Como era uma terca-feira e estava hospedada em sitio desconhecido, do musical fui direto para casa. Na verdade, nao estava muito preocupada em conhecer a noite Londrina, fui mesmo pelos musicais.

No segundo dia, mais um tour com o onibus. Parei no fim da tarde proximo ao teatro onde ia assistir o musical Les Miserables. Fiquei andando pela Chinatown ate o horario do espetaculo. Emocionante. Indescritivel. Simples e muito bem produzido, o musical de Victor Hugo foi, para mim, perfeitamente representado. O mais engracado eh a sensacao estranha de ir sozinha ao teatro e se emocionar, chorar pra caramba num portugues bem claro, e as pessoas ao seu redor te olhando com aquele ar de "o que essa moca tem"? Mas valeu a pena cada lagrima.

Novamente, do teatro de volta para casa. Tive que acordar as 3:30 da manha pra pegar o onibus da estacao Victoria ao aeroporto (1 hora e meia, mais ou menos), pois meu voo saia as 6:30 de Londres.

De volta a Dublin na quinta-feira de manha, desempacotar as malas e empacotar a mochila para o Electric Picnic. Saimos na sexta, mais ou menos na hora do almoco. Os ultimos 5 quilometros demorou umas 5 horas gracas a interminavel fila de carros que estava indo para o festival. Chegar no festival, montar a barraca, frio e muita lama. Acho que de 5 em 5 minutos eu me perguntava o que eu estava fazendo la? Fui uma experiencia interessante, pra nunca mais se repetir. Nao nasci pra andar na lama, ficar sem tomar banho e nao ter um banheiro decente. Meus antepassados ja foram indios de verdade e me livraram dessa missao. A melhor parte do festival foi uma banda nova que conheci que chama Fleet Foxes, vale a pena procurar.

Voltamos na segunda-feira de manha e descansei para voltar ao trabalho na terca-feira. 3 dias depois, fico doente. Febre de 39/40 graus, 5 dias de cama. Depois de ir a uma medica que me mandou ficar de cama e tomar paracetamol, fui a outra que diagnosticou uma infeccao. Estou bem agora, depois de 2 semanas tomando antibioticos. Mas essa historia me custou a viagem para Alemanha. Os 17 dias que fiquei sem trabalhar mais todo o dinheiro que gastei com medico + remedios me deixaram completamente sem condicoes de arcar com mais uma viagem. Resultado, nada de Oktoberfest para mim. Fazer o que?

Agora estou contando os dias para ir pra Amsterda. Embarco dia 22 e volto dia 25 de setembro. Depois dessa, em novembro estarei em Barcelona por 4 dias. Essa semana comeco aulas de Espanhol pra me sentir menos perdida por la.

Bom, o saldo desses oito meses esta sendo positivo. Apesar de nao ser do jeito que gostaria, tenho viajado um tanto bom e o plano eh viajar um pouco mais em Janeiro, antes de voltar pro Brasil. E por falar em Brasil, a saudade esta demais! Tem dia que, se pudesse, pegava o proximo aviao que fosse pra ficar um dia e ver minha familia e meus amigos. Como eu sinto falta ate do que eu nao gostava. Enfim... agora sao mais 4 meses.

Bom, depois de alguns meses sem dar o ar da graca, estao ai as atualizacoes.

Beijos da gordinha!