quinta-feira, 23 de setembro de 2010
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Do tempo
Antes que eu me perca no tempo, ou que o tempo se perca em mim.
Antes que eu não tenha mais tempo.
Faço de hoje o tempo de agora.
Para viver o tempo que resta, sem lamúrias ou arrependimentos.
E sem culpar o inculpável tempo.
Apenas uma consideração sobre a única coisa que não podemos resgatar.
sexta-feira, 26 de março de 2010
"Se chorei ou se sorri...
...O importante é que emoções eu vivi.”
Nada mais clichê e verdadeiro que começar o post com essa frase. Aliás, antes de mais nada, agradeço à Paula, pois foi a partir de um comentário dela que o título (clichê ou não) surgiu.
Enfim, vamos ao que interessa.
Um ano e dois meses depois, estou voltando. Impossível descrever todas as “emoções” que me acompanharam nesse tempo.
Houve momentos em que eu parecia uma criança, maravilhada com a incrível sensação de conhecer lugares e coisas novas. Lágrimas de felicidades e sorrisos largos me acompanharam nesses momentos.
Houve outras ocasiões em que as lágrimas eram de saudades. De ter perdido o casamento da Lê e do Ale e o nascimento do Matheus, por exemplo. Da família reunida na Sexta-feira da Paixão e no Natal, dos amigos reunidos num boteco, da roda de samba no domingo à tarde ensolarado, do sol.
Um ano e dois meses depois, estou voltando. Agora algumas lágrimas vão fazer parte do processo de despedida. Só eu sei a saudade que vou sentir do que vou deixar aqui. Dos amigos que fiz, de conhecer novos lugares e novas pessoas, de aprender outro idioma, enfim, daqui de Dublin, daqui da Europa.
Aqui, relatei um pouco das minhas experiências durante esse período, das viagens que fiz, dos shows que assisti. Aqui, recomeço minhas andanças, agora de volta ao Brasil, pronta para novas experiências e desafios e continuar escrevendo minha história.
Até breve Brasil! E Europa, eu já aprendi o caminho!
Obs.: aproveito para agradecer o querido Luciano Jardim - brasileiro que conheci em Dublin, pelas fotos que fez pra mim. A nova foto do perfil foi ele quem fez. Valeu Lu.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Constatações
Depois de um ano longe de seu país e das pessoas que faziam parte de sua vida, falando outro idioma, conhecendo novos lugares, aquele vazio insistia em se fazer presente. Com certeza aprendera muita coisa naquele ano em terras estrangeiras, mas ainda havia muitas perguntas sem nenhuma resposta.
A idéia de sair pra buscar um novo sentido pra si mesma, naquele momento não fazia sentido algum. Ela percebeu que não importa onde você está, você carrega consigo uma bagagem da qual não tem como se desfazer: você mesma. A sensação de ter fugido por ter sido incapaz de encarar certas coisas, inclusive ela mesma, era constante. Mas essas coisas simplesmente mudaram de país, junto com ela.
Depois de tanto tempo, a saudade começava a falar mais alto. Mas ao mesmo tempo a sensação de não ter atingido seu objetivo – que honestamente ela ainda não sabe qual é – era o contrapeso para tudo.
Ela tentou por algum tempo se desconectar do mundo que deixou pra trás, mas depois de algum tempo concluiu que as pessoas que fizeram parte de sua vida continuavam existindo (e claro, vivendo suas próprias vidas), e continuavam fazendo parte de sua vida, mesmo sendo no plano das recordações.
A vontade de fugir novamente fazia parte de seus planos. Procurar outro lugar onde poderia encontrar algo que fizesse sentido em sua vida. Por um lado, ela sabia o que estava errado, e era com ela. Então, novamente, um novo lugar não ajudaria muito. Ela parecia estar esperando por um milagre. Talvez isso tenha a ver com a quantidade de filmes que ela assistia. Era como se ela fosse pra outro lugar, ela eventualmente poderia encontrar alguém, por acaso, na rua ou em um café, que pudesse mostrar um sentido pra ela.
A questão agora era ela. Ela constatou que nunca se empenhou de fato em coisa alguma. A falta de foco pode fazer isso com as pessoas. Hoje querer ser atriz. Amanhã, ser bailarina. No outro dia, apresentadora de TV, e o que restou foi ser publicitária. De fato, ela nunca se empenhou pra nenhuma dessas funções com muito afinco. Sempre dava preguiça. E enquanto estava se empenhando em uma delas, estava sofrendo por não estar se empenhando na outra. E o que restou de tudo, foram as lembranças do pouco de tudo que já fez. Meio pelas metades. Nada por inteiro.
E era isso o que ela procurava. O inteiro das coisas. O inteiro de si mesma. Eram muitos fragmentos que de alguma forma, não se encaixavam. E ela resolveu criar mais um. Ir pra Europa, fazer o que mesmo? Ah sim, tentar encontrar o inteiro de si mesma. Mas, até o momento ela só encontrou novos fragmentos em terras estrangeiras.
Existiam algumas coisas que ela percebeu que precisava mudar em si mesma, mas mudar de país é mais fácil. A principal delas era aprender a relaxar. Tentar levar a vida de forma menos pesada. Respirar e tentar fazer o seu melhor e aceitar quando perceber que não se tem resposta ou solução pra tudo. Se essa era a primeira coisa, a lista já começou um pouco complicada. Ela tem se perguntado constantemente por que ela não se dá a oportunidade de, com o perdão da expressão, ligar o foda-se. E o que era pior, quando ela resolvia fazer isso, fazia do jeito ou na hora errada. Mas melhor deixar essa lista pra outra ocasião.
Bom, essa não é uma sentença final de fracasso. Mas ela ainda não sabe que decisão tomar. Talvez ela esteja esperando o acaso juntar os fragmentos, ou os cacos. Honestamente, as vezes parece que ela espera do acaso um bom motivo pra começar a viver. Tomara que ela não acredite que terá outra vida.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Barcelona
Dos inúmeros museus, consegui visitar apenas cinco: Museu de Arte Contemporânea, Museu Picasso, uma exibição do Dali (infelizmente não tive tempo de ir a Figueiras, onde está situado a Casa-Museu Dali), Museu Gaudí (na Sagrada Família), Museu Nacional de Arte Catalunha.
Além dos museus, também visitei a Catedral, Parque Güell, La Pedrera, Igreja de Santa Maria do Mar, Castelo de Montjuic e passei muito tempo perdida entre as ruelas da cidade.
O primeiro museu que visitei foi o Museu de Arte Contemporânea. Era um domingo, e o museu estava bem cheio. Acontecia uma mostra em todo o museu com crianças e jovens que fazem parte de projetos culturais na cidade. Apesar de bem cheio e uma quantidade absurda de pessoas e barulho, valeu a pena.
No caminho entre o Museu de Arte Contemporânea e a Catedral, obviamente eu me perdi entre as pequenas ruas do Bairro Gótico. E devo assumir que eu e mapas não nos entendemos muito bem. Basicamente, eu sigo o caminho contrário do indicado no mapa. Mas essa foi uma boa perdida. Acabei me deparando com uma exibição do Dali, que reunia algumas telas e esculturas do artista.
Depois do Dali, resolvi ir direto ao Museu do Picasso. O museu reúne obras do pintor principalmente do início de sua carreira. As principais obras não estão lá, se encontram em outros museus pelo mundo. Mas o mais interessante foi ver a trajetória do pintor, passando pela diferença de estilos até o que mais conhecemos de suas obras. Infelizmente não podia fotografar.
Segunda-feira foi dia da Sagrada Família, principal obra de Gaudí que está em construção há mais de 100 anos. O templo é construído através de doações. A previsão para término da construção do templo é entre 2020 e 2040. Embora inacabada, a Sagrada Família recebe quase 3 milhões de visitantes por ano.
O Parque Güell origina-se de 1900, quando o Conde Eusebi Güell comprou uma área de pouco mais de 17 hectares e contratou o arquiteto Gaudí para criarem um projeto residencial para afortunados de Barcelona. Como o local era um tanto quanto afastado da cidade, o projeto não obteve muito sucesso. Em 1918 o Parque foi vendido ao Município de Barcelona para que fosse transformado em público. Em 1969 foi nomeado Monumento Histórico Artístico e mais tarde, em 1984, nomeado pela UNESCO Patrimônio da Humanidade. O Parque é muito grande e eu cheguei lá já no final da tarde, então não deu para ver muito. Mas valeu uma caminhada e um café ouvindo ao som de um violonista tocando música espanhola.
Terça-feira, e último dia, foi bastante corrido. Foi dia de visitar La Pedrera, outra famosa obra de Gaudí, na Basílica Santa Maria Del Mar, Museu Nacional de Arte Catalunha, teleférico e Castelo de Montjuic.
La Pedrera, ou Casa Milà, foi construída entre 1905 e 1910. Residência do industrial Roger Segimon de Milà, projetado por Gaudí que, na época não foi muito apreciado pelos habitantes, visto que fugia dos padrões arquitetônicos da época. A fachada deu origem ao apelido do prédio (La Pedrera). De forma ondulada, transmite a sensação de ter sido cavada na rocha. O telhado é sem dúvida, o lugar mais interessante do prédio. Escadas, torres de ventilação e chaminés criam um aspecto meio lunar.
A Basílica de Santa Maria Del Mar é considerada um dos mais belos templos da Idade Média. Construída entre 1329 e 1383, a Igreja representa o ápice do estilo Gótico catalão.
Edifício Central para a Exposição Internacional de Barcelona em 1929, o Palácio Nacional foi construído entre 1926 e 1929. Em 1934 dá lugar ao Museu Nacional de Arte Catalunha, que reúne uma vasta coleção de artistas catalães, desde a Idade Média até o início do século XX. Infelizmente como era o último dia, o tempo estava meio curto e não tive tempo o suficiente pra aproveitar como esse Museu merecia. A começar pela sua localização, que proporciona uma vista maravilhosa da cidade, ao rico conteúdo do Museu. Pretendo voltar em breve.
Do museu para o Teleférico. Completamente por engano. Eu queria pegar o teleférico que cruza o mar e termina na Barceloneta, mas acabei pegando esse que te leva até o Castelo de Montjuic, que definitivamente não estava nos meus planos, mas foi uma agradável surpresa. A vista do Castelo é indescritível, sem contar o fato de entrar em um Castelo de verdade. La foi minha última parada. Almocei um cotovelo de porco e passei alguns minutos caminhando pelo Castelo que me fez sentir como se estivesse na Idade Média.
Depois disso, voltar ao albergue, pegar a mala ir para o Terminal de Ônibus, uma hora e meia no ônibus que vai para Girona, check-in no aeroporto, esperar o vôo e finalmente chegar a Dublin. Apesar da maratona entre aeroporto, vôo, ônibus e tudo mais, considero essa uma das melhores viagens que fiz por aqui, e a número um na lista dos lugares que quero retornar.
Eu tinha selecionado algumas fotos pra colocar aqui, mas acabei ficando sem paciência. Pra facilitar, segue link do Picasa: http://picasaweb.google.com/medrado.lorena/BarcelonaNov2009#
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Hablando Español?
Outra novidade eh mais dica que novidade. Estou lendo um livro chamado Eat, Pray, Love (Comer, Rezar, Amar) de uma autora americana chamada Elizabeth Gilbert. Primeiro tenho que agradecer a minha querida Tica pela indicacao, e depois, repasso a indicacao para voces. Daqueles livros que voce nao quer parar de ler.
Bom, acho que eh isso para o momento. Depois de 3 meses sem nenhuma postagem, consegui me superar com duas na mesma semana. Devo confessar que me irrita a falta de acentuacao, por isso as vezes me irrita um pouco escrever.
Ate a proxima, provavelmente pos Amsterda.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
8 meses
Voltando um pouco aos ultimos meses, boas e nao tao boas noticias. Estive viajando para Liverpool e Londres. Liverpool para a Beatle Week, uma semana em homenagem aos Beatles organizada pelo Cavern Club, lugar onde os Beatles comecaram sua carreira. 3 dias de muita musica e historias da banda. Sem palavras pra descrever. Fui assistir a um Tributo a John Lennon, consegui comprar os dois ultimos ingressos. Foi na Filarmonica de Liverpool. O cantor narrava em primeira pessoa a trajetoria da vida de Lennon. Emocionante!
E para dar uma pausa aos Beatles, na ultima noite fui assistir a um tributo ao Queen. O lugar me lembrou o Coliseu de Uberlandia. Um galpao e um palco. Mas a banda, da vizinha Argentina, merece o titulo de uma das melhores bandas cover do Queen, a comecar pela semelhanca fisica do cantor.
De Liverpool a Londres, primeiro perdi a passagem de onibus que tinha comprado. O taxista me levou ao terminal errado e ninguem no terminal fez muita questao de me ajudar a encontrar o lugar certo. Depois de andar por quase uma hora, cheguei ao terminal de trem onde comprei outra passagem e segui para Londres.
Chegar em Londres foi meio assustador. Gente, muita gente, muita informacao, muita coisa ao mesmo tempo. Da estacao onde o trem parou, peguei o metro para a estacao Victoria, na parte central de Londres. Estava sozinha e meu colega Pedro, originalmente de Portugal mas que mora em Londres ha anos e me ofereceu "sitio para ficar", ou hospedagem, so poderia me encontrar depois das 6 da tarde. Pra me sentir menos perdida, comprei um bilhete para aqueles onibus de turismo e la fui fazer um tour pela cidade. Ouvir as badaladas do Big Ben foi emocionante. Pena que nao fui ao London Eye. Nao dessa vez.
No segundo dia, mais um tour com o onibus. Parei no fim da tarde proximo ao teatro onde ia assistir o musical Les Miserables. Fiquei andando pela Chinatown ate o horario do espetaculo. Emocionante. Indescritivel. Simples e muito bem produzido, o musical de Victor Hugo foi, para mim, perfeitamente representado. O mais engracado eh a sensacao estranha de ir sozinha ao teatro e se emocionar, chorar pra caramba num portugues bem claro, e as pessoas ao seu redor te olhando com aquele ar de "o que essa moca tem"? Mas valeu a pena cada lagrima.
De volta a Dublin na quinta-feira de manha, desempacotar as malas e empacotar a mochila para o Electric Picnic. Saimos na sexta, mais ou menos na hora do almoco. Os ultimos 5 quilometros demorou umas 5 horas gracas a interminavel fila de carros que estava indo para o festival. Chegar no festival, montar a barraca, frio e muita lama. Acho que de 5 em 5 minutos eu me perguntava o que eu estava fazendo la? Fui uma experiencia interessante, pra nunca mais se repetir. Nao nasci pra andar na lama, ficar sem tomar banho e nao ter um banheiro decente. Meus antepassados ja foram indios de verdade e me livraram dessa missao. A melhor parte do festival foi uma banda nova que conheci que chama Fleet Foxes, vale a pena procurar.
Voltamos na segunda-feira de manha e descansei para voltar ao trabalho na terca-feira. 3 dias depois, fico doente. Febre de 39/40 graus, 5 dias de cama. Depois de ir a uma medica que me mandou ficar de cama e tomar paracetamol, fui a outra que diagnosticou uma infeccao. Estou bem agora, depois de 2 semanas tomando antibioticos. Mas essa historia me custou a viagem para Alemanha. Os 17 dias que fiquei sem trabalhar mais todo o dinheiro que gastei com medico + remedios me deixaram completamente sem condicoes de arcar com mais uma viagem. Resultado, nada de Oktoberfest para mim. Fazer o que?
Agora estou contando os dias para ir pra Amsterda. Embarco dia 22 e volto dia 25 de setembro. Depois dessa, em novembro estarei em Barcelona por 4 dias. Essa semana comeco aulas de Espanhol pra me sentir menos perdida por la.
Bom, o saldo desses oito meses esta sendo positivo. Apesar de nao ser do jeito que gostaria, tenho viajado um tanto bom e o plano eh viajar um pouco mais em Janeiro, antes de voltar pro Brasil. E por falar em Brasil, a saudade esta demais! Tem dia que, se pudesse, pegava o proximo aviao que fosse pra ficar um dia e ver minha familia e meus amigos. Como eu sinto falta ate do que eu nao gostava. Enfim... agora sao mais 4 meses.
Bom, depois de alguns meses sem dar o ar da graca, estao ai as atualizacoes.
Beijos da gordinha!
terça-feira, 7 de julho de 2009
5 meses
Nao poderia existir frase melhor para descrever esses 5 meses.
Mas antes de chorar as pitangas, vamos aos ultimos acontecimentos.
Continuo trabalhando no mesmo lugar, Foleys - bar e restaurante. Tenho trabalhado muito, e o turno partido me faz ficar a disposicao do trabalho por 10 a 12 horas do meu dia - o que nao significa que eu trabalho todas essas horas. Alguns dias eu trabalho 5/6 e por ai vai. Mas, melhor nao reclamar, considerando a famigerada crise mundial, que alias, ja comecou a bater na porta de forma mais agressiva. Dois funcionarios da cozinha foram demitidos. Nao sei exatamente o motivo, mas a crise pode ter sido uma boa desculpa. Outro aspecto meio assustador e a quantidade de pessoas que tem vindo a procura de trabalho aqui. Realmente o indice de desemprego por aqui tem crescido, embora ainda haja vagas de trabalho, especialmente agora no verao.
Agora estou morando em outro lugar. Um apartamento com duas brasileiras, a Ju e a Cris. Duas fofas, que ja viraram familia. O apartamento e pequenininho, mas melhor localizado e a melhor parte e que agora tenho meu proprio quarto. E uma rua mais residencial, toda arborizada, com uma igreja grande e muito bonita na frente do predio, mas que so funciona para casamentos e funerais. E outra parte boa e que a rua e esquina com uma das ruas que mais tem bares e night clubs aqui em Dublin. Nem preciso comentar que agora qualquer hora e hora pra uma cerveja ou outra.
O clima aqui agora esta otimo. Tem dias que eu ate me sinto em casa de tao calor. Serio! Agora se ve todo mundo com pernas, bracos e o que mais convier de fora.
A cidade esta cheia de turistas. Pessoas de toda parte do mundo por todos os lados, principalmente americanos. O que eh otimo para melhorar as gorjetas.
Outra coisa muito importante e que finalmente eu comprei meu laptop! Quase 5 meses depois, agora estou equipada.
Nao tive como viajar nesses ultimos quase 3 meses. Fui apenas a Wicklow e Houth, que sao cidades vizinhas de Dublin - por sinal, todas muito bonitas. Em Wicklow fui ao Powerscort Garden, Glendalough e a um Mistic Garden - fotos de todos os lugares no picasa - www.picasaweb.com/lomedrado.
Agora estou contando os dias para chegar logo o fim de Agosto. Comprei passagens para Liverpool para a Beatle Week. Uma semana organizada pelo Cavern Pub - pub onde os Beatles comecaram a tocar. Chego la dia 29 de agosto e fico ate 1 de setembro. Quem quiser conferir a programacao do festival, eh so acessar www.cavernclub.org. De la, devo dar uma esticadinha em Londres ou algum lugar por 2 ou 3 dias. De volta a Dublin, vou dia 4 de setembro para um festival chamado Electric Picnic. E um festival meio que no meio do nada, com varias bandas - que por sinal, nao conheco nenhuma, e DJs a noite. Esquema brincar de indio, dormir em barraca e fazer fogueira. Esse e o festival mais famoso da Irlanda. Pra quem quiser se inteirar, eh so entrar http://www.electricpicnic.ie/
Semana passada eu fui assistir um espetaculo de danca irlandesa chamado Riverdance. Foi no Gaiety Theatre, um dos mais tradicionais teatros de Dublin,por sinal muito bonito. O espetaculo e de tirar o folego. Dezenas de bailarinos no palco em perfeita sincronia com os seus sapatos que parecem uma mistura de sapato de sapateado e saparilha de bale - aquelas de ponta. Na tradicional Danca Irlandesa, os bailarinos nao podem mexer os bracos, apenas pernas e pes. Os bracos ficam em posicao de "sentido" o tempo todo. Mas no Riverdance, nota-se uma modernizacao do estilo. Os bailarinos ja sao mais livres para movimentar os bracos. E percebe-se uma influencia da Danca Espanhola nos movimentos. E para nao ser overdose de Danca Irlandesa, houve interferencias de Danca Flamenca e Sapateado Americano (que eu pude perceber que a origem do Sapateado e absolutamente da Danca Irlandesa).
Mas pra quem acha que e so brasileiro que da um jeitinho para tudo, eu fiquei pasma com o publico do teatro. Eu estava no lugar mais longe, obviamente o mais barato. Esse lugar estava cheio e nos lugares mais proximos estava com varias cadeiras vazias. Eis que as luzes se apagam e ve-se um mar de gente se levantando e correndo para ocupar os lugares vagos em lugares mais privilegiados. Eu fiquei impressionada! Enfim, em qualquer lugar do mundo, pra tudo da-se um jeito.
Bom, depois das ultimas atualizacoes, voltemos ao inicio. Estou me divertindo, na medida do possivel, claro. Meu Ingles esta 300% melhor. Tenho conhecido pessoas e lugares novos, enfim. Mas tem dias que eu coloco a cabeca no travesseiro e me pergunto, que diabos eu to fazendo aqui. Depois que as coisas deixam de ser novidade, percebe-se que rotina existe em qualquer lugar do mundo. Acordar, trabalhar, dar uma volta no parque durante o intervalo, voltar pro trabalho, ir pra casa, dormir e por ai vai. Mas isso e administravel a medida que eu vou planejando meus dias de folga para programacoes diferentes.
O grande lance e quando cai a ficha de que nao adianta cruzar o oceano, pois - sabias palavras do meu querido Orestes - "Ninguem muda mudando so de lugar". E eu acho que eu precisei estar aqui pra fazer essa descoberta. Como e dificil voce, de repente, dar de cara consigo mesmo. Quando voce percebe que existem varios aspectos de sua personalidade que nao sao determinados pelo meio necessariamente, sao determinados por voce mesmo. E o que e pior, aqueles aspectos negativos, que voce acabou de se dar conta, cabe a voce e so a voce muda-los. Eita tarefinha complicada viu. Ainda mais quando se esta longe das pessoas que sempre te ajudaram quando uma pedra ou outra atravessavam no caminho.
De vez em quando eu me pego pensando naquele grande lance, que nem eu sei qual e, mas que eu imaginava que fosse acontecer aqui. E de repente eu percebo que nao tem como encontrar algo quando nao se sabe o que esta procurando. Eu achei que o acaso fosse resolver isso pra mim, juro que era tudo o que eu queria. Mas ja percebi que nao e bem assim.
Enquanto eu nao encontro o grande lance, continuo caminhando, na esperanca de encontrar algo que eu ainda nem sei o que e.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Agulhas
Minha vinda para a Europa se resumia em "procurar agulha no palheiro". E olha que acabei encontrando algumas agulhas. Nao sei ainda se encontrei A agulha, mas tenho tido alguns sinais de que acertei na escolha.
Faco mais dois dias de figuracao essa semana. Continuo trabalhando no bar. Estou em busca de aulas de teatro por aqui. Em breve posto contando que comecei.
Fui no show do Bob Dylan (essa eh pra contar pros netos) e pus um piercing no nariz. E mais importante do que tudo e que continuo, entre gorjetas e cervejas, minha busca de cada dia!
Acima de tudo, feliz!
Novas fotos: www.picasaweb.com/lomedrado
terça-feira, 28 de abril de 2009
Finalmente!
Primeiro de tudo, devo mil desculpas pelo sumico, mas eh por uma boa causa.
Finalmente consegui um trabalho fixo aqui. Estou trabalhando ha quase um mes de garconete num bar/restaurante chamado Foley's. Muito bacana, muitos turistas, boas gorjetas, mas aquela coisa: trabalhando feito uma camela. ahuahuahuha. Mas nao posso reclamar. Agradeco todos os dias pelo meu trabalho considerando, principalmente, a crise que se aflora por aqui.
No mais, esta tudo muito bem! Devo comprar um laptop no proximo mes (assim espero) ai consigo atualizar isso aqui propriamente.
Tenho muitas coisas bacanas pra postar.
Bom, no mais eh isso. Por enquanto!
Mil beijos a todos e, mais uma vez, desculpem o sumico.